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Estêvão, um problema a mais para a seleção – 22/04/2026 – Marcelo Bechler

Estêvão, um problema a mais para a seleção – 22/04/2026 – Marcelo Bechler

A lesão muscular que pode tirar Estêvão da Copa do Mundo é mais um golpe na seleção brasileira na contagem regressiva para o Mundial. Sexta-feira, o garoto completará 19 anos com uma remota esperança de se recuperar a tempo de estar em campo em junho com a camisa amarela.

A primeira grande pena é pelo jogador. Estêvão rapidamente se adaptou ao Chelsea e à seleção. Virou titular dos dois times, mas sua musculatura de adolescente não resistiu às exigências pouco humanas do futebol.

Entre janeiro de 2025 e abril de 2026, fez 80 jogos entre Palmeiras, Brasil e Chelsea. Fez sua última aparição pelo time paulista em 4 de julho, justamente contra o Chelsea, e estreou pela equipe inglesa em 18 de agosto, 44 dias depois, pela Premier League.

A pressa, tão inimiga da perfeição, é também traiçoeira na recuperação física dos jogadores. Entre fevereiro e abril, o atacante já havia ficado de fora de nove partidas por lesão. Três jogos depois do retorno veio o problema muscular na coxa direita que deve privá-lo de jogar a Copa do Mundo.

Carlo Ancelotti começa a ter um problema sério no ataque, que já não contava com Rodrygo. O técnico italiano perdeu seus dois atacantes “temporizadores”. Os dois são os mais capazes de jogar como armadores e também se virar bem em espaços reduzidos. Fazendo contas de possíveis convocados, Gabriel Martinelli e Vinicius Jr. parecem garantidos pela esquerda. Raphinha e Luiz Henrique pela direita. Matheus Cunha e João Pedro no centro. Se forem chamados nove atacantes, Igor Thiago e Endrick parecem estar um passo à frente dos concorrentes. E sobra uma vaga.

E aqui entra o X do problema do ciclo curto. Ancelotti só teve tempo de pensar e desenvolver uma ideia: quatro defensores, dois meio-campistas defensivos e quatro atacantes. O Brasil não joga com um meia de ligação ou com três volantes no meio. A ideia é ter pontas rápidos, atacantes móveis e constante troca de posições na frente para abrir as defesas rivais. Se for preciso um pouco mais de trabalho com posse de bola, Matheus Cunha, Estêvão ou Rodrygo apareciam como os principais candidatos a dar um passo atrás e conectar o time.

Sem dois desses, o que fará o selecionador? Levará um outro atacante? Rayan esteve na última lista, mas tem características mais próximas a Luiz Henrique do que a Estêvão. Antony e Savinho não parecem emocionar a comissão técnica. Um outro centroavante, como Richarlison, Pedro, Vitor Roque ou Kaio Jorge, seria surpreendente, uma vez que a ideia de ter um 9 fixo já é algo circunstancial de jogo. Talvez abra-se um casting para meio-campistas armadores.

E aqui entra em pauta o de sempre: Neymar. Um dos motivos que sempre me fizeram desconfiar de sua possível convocação é a forma como o time joga. No 4-2-4 com atacantes móveis e explosivos, o veterano santista não entra. Não mostra mobilidade para ser um falso 9 nem arrancada para ser um jogador de 1vs1 implacável. Se Ancelotti quisesse levar um camisa 10, poderia ter testado Matheus Pereira ou insistido em Lucas Paquetá —que jogou assim contra o Japão em outubro.

Se Estêvão realmente não se recuperar a tempo, Ancelotti terá poucos jogadores para executar seu plano de jogo. Na cabeça do técnico fica a dúvida: convocar alguém parecido e manter a ideia inicial ou partir para um plano B sem ter consolidado nem mesmo o plano A?

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Fonte: redir.folha.com.br

Publicado em: 2026-04-22 19:57:00 | Autor: |

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