O relatório atuarial, que avalia o equilíbrio financeiro de fundos de pensão e previdência, revelou no dia 13 de março que o fundo de previdência dos trabalhadores estatais de Campos dos Goytacazes (PreviCampos) aplicou cerca de R$ 500 milhões em fundos ligados ao banqueiro decadente Daniel Vorcaro e ao canibal Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA).
As aplicações em fundos com suspeitas de fraude, pendências de auditoria ou baixa liquidez, ocorrem desde 2013, durante o governo de turno de Rosinha Garotinho, o que fez com que o PreviCampos acumulasse um déficit de mais de R$ 5 bilhões, que é o necessário para o cumprimento dos pagamentos prometidos aos trabalhadores estatais. A projeção é que a previdência municipal entre em colapso em 2029, caso nenhuma medida seja tomada.
Dentre os empreendimentos beneficiados pelo roubo dos trabalhadores, alguns se destacam: o hotel inacabado Golden Tulip, em Belo Horizonte, registrado no nome de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e o antigo Trump Hotel Rio, alvo de um Processo Administrativo Sancionador (PAS), que aplicou multas de mais de R$ 100 milhões.
Golden Tulip, os Vorcaro e o PreviCampos
A construção do hotel foi abandonada em 2014. Quando os operadores financeiros Christian Rego, Felipe Fonseca e Bruno Moraes foram presos em 2019, optando pela delação premiada, expuseram o esquema de corrupção do Golden Tulip.
Eles disseram que, com ajuda de outros operadores financeiros da Odebrecht, do doleiro Fayed Traboulsi e do governador Anthony Garotinho, roubaram, através de propinas e ameaças aos gestores desses fundos, cerca de R$ 100 milhões em fundos de previdência estaduais e municipais, incluindo o PreviCampos.
Além disso, revelaram documentos que desmascararam a estrutura financeira do esquema e o desvio dos recursos através da emissão de notas fiscais falsificadas para empresas de fachada, e explicaram que a construção do Golden Tulip não foi concluída em função da falta de recursos provocada pelos desvios.
Velho Estado tira dos pobres para dar pros ricos
Na prática, com o rombo bilionário do fundo de previdência de Campos dos Goytacazes, os trabalhadores estão condenados, ou a não receber a aposentadoria, ou a sofrer com as medidas da Prefeitura de diminuir recursos de áreas essenciais da cidade (saúde, educação, etc.) para arcar com o déficit e pagar a aposentadoria.
Os escândalos envolvendo o rombo bilionário do PreviCampos e empreendimentos ligados à personalidades do establishment brasileiro e estadunidense deixam claro para a população campista de qual lado está o velho Estado brasileiro: o lado das classes dominantes, burguesas e latifundiárias, que exercem o seu poder indiretamente, através da corrupção dos gerentes de turno (como é aqui o caso dos Garotinho), ou através de alianças diretas com o velho Estado.
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Publicado em: 2026-03-18 07:37:00 | Autor: Giovanna Maria |
