O início da Quaresma tem provocado aumento gradual na procura por peixes no Centro de Abastecimento de Feira de Santana, em Feira de Santana, com expectativa de crescimento nas vendas ao longo dos 40 dias que antecedem a Semana Santa. Motivados por práticas religiosas, muitos católicos substituem carnes vermelhas e frango por pescado, o que altera a dinâmica comercial do entreposto.
Segundo comerciantes, o movimento se intensifica progressivamente, especialmente nas semanas mais próximas das celebrações religiosas. O peixe passa a ser a principal fonte de proteína animal para parte dos consumidores, elevando a rotatividade nas bancas especializadas.
Entre as espécies mais procuradas estão tilápia e corvina, apontadas pelos vendedores como as de maior saída durante o período. O preço do quilo varia entre R$ 20 e R$ 22, a depender do fornecedor e do porte do pescado, e a recomendação é que o consumidor pesquise valores antes da compra.
Oferta e procedência do pescado
Comerciantes relatam que o aumento da demanda já é percebido a partir da Quarta-feira de Cinzas, marco inicial da Quaresma no calendário católico. A expectativa é de que o pico de vendas ocorra durante a Semana Santa, quando o consumo tradicionalmente cresce.
Grande parte das tilápias comercializadas no centro vem do município de Glória, onde os peixes são criados em cativeiro, em tanques-rede instalados no Rio São Francisco. Fornecedores localizados no Rio Paraguaçu também contribuem para o abastecimento regional.
Além dessas espécies, o mercado oferece peixes de água doce e salgada, com preços que variam de R$ 20 a mais de R$ 60 o quilo, conforme tamanho, tipo e disponibilidade. A diversidade amplia as opções de compra e atende diferentes faixas de renda.
Tradição religiosa e orientação ao consumidor
A Quaresma corresponde aos 40 dias que antecedem a Páscoa, período dedicado por católicos a práticas de oração, jejum e penitência. Nesse contexto, a substituição da carne por peixe ou ovos é adotada principalmente às quartas e sextas-feiras, influenciando diretamente o consumo alimentar.
Além das mudanças na dieta, fiéis também adotam restrições como redução de porções, suspensão de bebidas alcoólicas e outras práticas de caráter religioso. Essas escolhas impactam o comércio local, especialmente nos setores de hortifrúti e pescado.
Para a compra segura, especialistas e comerciantes orientam observar sinais de frescor, como olhos brilhantes, guelras avermelhadas e odor suave. No caso do bacalhau, recomenda-se evitar peças com manchas escuras. O armazenamento adequado e a compra antecipada também podem reduzir custos próximos à Semana Santa.
Fonte: jornalgrandebahia.com.br
Publicado em: 2026-02-18 17:15:00 | Autor: Redação do Jornal Grande Bahia |

