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‘Morri e voltei’: ativista e ‘cidadã israelense’ expõe falsas reportagens sobre protestos no Irã

‘Morri e voltei’: ativista e ‘cidadã israelense’ expõe falsas reportagens sobre protestos no Irã

Uma ativista, nascida no território palestino ocupado pela entidade sionista, refutou publicamente nas “redes sociais” alegações falsas feitas pelo monopólio de imprensa sionista de que ela havido sido morta durante os protestos que ocorrem no Irã, expondo um caso de manipulação da informação, que se espalhou rapidamente por veículos tradicionais sionistas. O Palestine Chronicle denunciou a farsa da imprensa sionista.

Noiya Tsion, criadora de conteúdo e gerente de “redes sociais” de artistas e figuras públicas, disse ter ficado chocada ao ver sua fotografia exibida no Canal 12 da televisão local, monopólio privado, que a identificou como uma das supostas vítimas judias dos protestos no Irã.

O canal afirmou que quatro iranianos de origem judaica haviam sido mortos durante manifestações, desencadeadas pelo agravamento da agressão imperialista e da consequente crise econômica no Irã, impulsionadas pela intervenção e manipulação sionista da situação. O monopólio sugeriu que o número de mortos poderia ser maior devido ao que descreveu como um apagão da internet. Vários veículos e jornalistas sionistas amplificaram a reportagem, com alguns afirmando que o número de mortes entre judeus havia subido para cinco.

O Canal 14, emissora alinhada ao campo político da extrema direita sionista, foi além, relatando – sem apresentar qualquer fonte – que famílias inteiras haviam sido mortas, incluindo uma criança de 15 anos. O canal também afirmou que 36 mil manifestantes teriam sido mortos em todo o país, um número publicado sem provas e amplamente contestado.

‘Estou em casa’: o vídeo que expôs a falsidade

A mentira começou a ruir quando Tsion publicou um vídeo na “rede social” TikTok, aparecendo visivelmente atônita ao reagir às notícias que anunciavam sua própria morte. “Estou em casa. Preciso ir para o treino em meia hora”, disse ela, enquanto transmissoras sionistas exibiam sua imagem que circulavam online.

Em uma publicação posterior, Tsion escreveu de forma sarcástica: “Olá, sou Noiya Tsion. Morri por 24 horas e voltei para contar minha história.”

Sua reação rapidamente se tornou viral no território palestino sob controle da entidade sionista, provocando indignação pública e renovado escrutínio sobre as práticas do monopólio de comunicação sionista. Nas “redes sociais”, aumentaram os apelos por ações legais contra os veículos que divulgaram as informações falsas.

Tsion disse posteriormente ao Canal 12 que não tem parentes nem conhecidos no Irã, enfraquecendo ainda mais a reportagem original.

Nenhuma responsabilização

Apesar da exposição da farsa, os veículos sionistas que publicaram ou compartilharam as informações falsas não emitiram pedidos formais de desculpas.

O Canal 12 reconheceu que imagens de supostas vítimas judias circularam amplamente nas “redes sociais” ao redor do mundo, inclusive no enclave sionista, e afirmou que se baseou em relatos que surgiram um dia antes. A emissora transferiu a responsabilidade ao apontar a circulação online, em vez de abordar a falta de verificação, no melhor dos casos, e a manipulação direta, no pior e mais provável.

Um padrão de desinformação

Os protestos no Irã eclodiram no final de dezembro de 2025, impulsionados pelo cerco econômico e pela desvalorização da moeda, espalhando-se de Teerã para outras cidades e durando quase duas semanas. O presidente Masoud Pezeshkian reconheceu a revolta popular e prometeu reformas.

Na ausência de números oficiais de vítimas, as estimativas variaram amplamente. O grupo de direitos humanos HRANA, sediado no Estados Unidos (EUA), relatou 5.459 mortes, enquanto a Fundação dos Mártires e Veteranos do Irã citou 3.117 fatalidades.

Os veículos monopolistas do enclave sionista, no entanto, publicaram números muito mais altos e sem qualquer verificação. A alegação do Canal 12 de 36 mil mortes foi amplamente criticada, inclusive pelo público local, por não ter qualquer base factual.

O episódio ocorreu em meio a tensões regionais elevadas e temores de um possível ataque militar do EUA ao Irã, contexto que, segundo críticos, pode ter alimentado reportagens exageradas e sensacionalistas.

Um momento de acerto de contas

O caso de Tsion tornou-se um ponto de ignição para críticas mais amplas à credibilidade da imprensa sionista. As “redes sociais” foram inundadas por reações sarcásticas e indignadas, muitas destacando que “cidadãos israelenses” são proibidos de entrar no Irã, o que tornava a alegação original implausível desde o início.

O incidente, observaram comentaristas, ofereceu um raro momento em que a desinformação não teve como alvo um “inimigo” externo, mas acabou atingindo uma “cidadã israelense” (colona/ocupante) – forçando um acerto de contas público com práticas do monopólio de imprensa há anos criticadas por palestinos e observadores regionais.

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Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2026-01-31 19:30:00 | Autor: Redação de AND |

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