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Justiça decreta prisão preventiva do cantor João Lima após denúncia de violência doméstica

Justiça decreta prisão preventiva do cantor João Lima após denúncia de violência doméstica

A Justiça decretou, na tarde deste domingo (25/1), a prisão preventiva do cantor paraibano João Lima. Ele é investigado por violência doméstica contra a esposa, a influenciadora e médica Raphaella Brilhante. O caso veio à tona nesse sábado (24/1), por meio de vídeos que circulam nas redes sociais.

Segundo informações publicadas pelo G1, um pedido de medida protetiva feito por Raphaella também foi concedido. Ela denunciou as agressões à Polícia Civil. A medida visa, de acordo com a decisão, garantir a ordem pública. Agora, o músico está proibido de se aproximar de Raphaella, dos familiares dela e da casa onde morava.

Os autos do processo mostram que as agressões aconteceram no dia 18 de janeiro. Na data, João Lima teria “agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ele ainda teria entregado uma faca à vítima, e pedido a ela que tirasse a própria vida. Três dias depois, teria ido à casa dela, onde a ameaçou mais uma vez, ao dizer que “acabaria com a vida dela, caso não reatasse o relacionamento e que, se ela tivesse outro relacionamento, iria matar ambos”, como consta no processo.

O Correio tentou entrar em contato com a equipe do cantor por meio do Instagram. No entanto, não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações. 

Raphaela Brilhante comenta o caso

Raphaella Brilhante falou pela primeira vez sobre o caso de forma pública. Nas redes sociais, a médica e influenciadora publicou um texto onde confirmou os epispódios de agressão. Além disso, descreveu que enfrenta “uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história”, e que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”.

Com mais de 600 mil seguidores no Instagram, ela afirmou que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida”. Ela também reforçou que medidas legais são tomadas com respeito à Justiça. 

Leia o texto completo publicado por ela:

“O que estou atravessando dói em um lugar que não tem nome. Não é uma dor simples. É uma dor que atravessa o corpo, a alma, a história.

Sim, eu vivi violência. E não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém. Há marcas que não aparecem no corpo, mas que mudam a gente para sempre. Todas as medidas legais estão sendo tomadas, com a seriedade que essa situação exige.

O meu silêncio inicial não foi covardia. Foi instinto de sobrevivência.

Foi tentar juntar os pedaços antes de conseguir falar. Antes mesmo de tudo isso vir à tona, mentiras foram espalhadas sobre mim. Tentativas de distorcer, confundir, inverter. Hoje, eu falo não para atacar, não para expor, não para ferir. Eu falo porque a verdade precisa existir.

O meu coração está dilacerado. Mas, mesmo em meio a tanta dor, eu sei que ficar viva, sair e romper ciclos também é um ato de amor-próprio. Se tudo isso que estou vivendo puder servir para que alguém reconheça um limite, para que alguém entenda que violência não é amor, para que alguém perceba que ainda há tempo de ir embora, então essa dor encontra um sentido maior.

Eu sigo em frente sem romantizar nada do que vivi. Com respeito à Justiça. Com respeito a mim. E com a certeza de que nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida”.


Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Publicado em: 2026-01-25 21:59:00 | Autor: |

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