A dois dias do confronto pelo Campeonato Brasileiro, a relação entre Corinthians e Bahia sofreu um rompimento após a contratação do atacante Kauê Furquim, de 16 anos, por R$ 14 milhões — valor da multa rescisória para o mercado nacional. O jogador, considerado uma das principais promessas da base corintiana, foi adquirido pelo Grupo City, controlador da SAF do Bahia.
Segundo o diretor da base do Corinthians, Carlos Roberto Auricchio, o clube paulista tentava renovar o contrato e reajustar o salário do atleta para afastar assédio de outros times, mas acabou surpreendido pela negociação. Em nota oficial, o Corinthians classificou a operação como “aliciamento ilícito e imoral” e afirmou que não foi comunicado sobre o interesse. O clube promete acionar a CBF, a FIFA e a Justiça Desportiva.
A diretoria paulista acusou o Bahia de atuar como “mero intermediador” para negócios internacionais e anunciou o rompimento de qualquer relação institucional com o time baiano e o City Football Group.
Kauê havia assinado seu primeiro contrato profissional em abril, com multa de 50 milhões de euros (R$ 331 milhões à época) para transferências internacionais. Pela legislação brasileira, a multa nacional pode chegar a até duas mil vezes o salário do atleta — cláusula utilizada pelo Bahia para concretizar a compra.
O ponta-direita é conhecido pela velocidade e habilidade no um contra um, tem convocações para seleções de base e era considerado peça estratégica para o futuro do Corinthians.
O episódio eleva a tensão para o jogo deste sábado (16), às 21h, na Neo Química Arena, válido pela 20ª rodada do Brasileirão.
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Publicado em: 2025-08-14 22:01:00 | Autor: Sabrine Barreto |



