A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está avaliando a adoção do impedimento semiautomático na Série A do Campeonato Brasileiro a partir da temporada de 2026. A proposta está em estágio avançado e depende apenas da aprovação da nova gestão da entidade, liderada pelo presidente Samir Xaud, entusiasta declarado de novas tecnologias no futebol.
A informação foi divulgada pelo jornalista Raphael Zarko, do portal ge. Segundo ele, a Comissão de Arbitragem da CBF já conduz estudos detalhados sobre a implantação do sistema, que foi utilizado com sucesso na Copa do Mundo de 2022, no Campeonato Paulista 2024 e em torneios internacionais como a Champions League e a Premier League.
A principal barreira para a adoção do sistema no Brasil é o alto custo. Cada jogo com o impedimento semiautomático pode custar até R$ 100 mil, cinco vezes mais do que o valor médio gasto com o VAR atual, de cerca de R$ 20 mil por partida.
Além do investimento financeiro, a implantação exigirá adaptações estruturais nos estádios da Série A, já que o sistema demanda a instalação de pelo menos 12 câmeras especiais para o mapeamento tridimensional dos lances.
Apesar das dificuldades, a CBF trabalha com a possibilidade de contratar a empresa responsável e preparar a tecnologia para uso em quatro a seis meses, caso o projeto receba o aval definitivo da diretoria.
O impedimento semiautomático combina câmeras e inteligência artificial para gerar representações tridimensionais dos lances, aumentando a precisão e a velocidade nas decisões de impedimento — um dos pontos mais polêmicos no futebol moderno.
O sistema foi bem avaliado nas finais do Paulistão 2024, onde estreou no Brasil, e desde então vem sendo discutido como uma evolução natural do VAR tradicional.
Caso seja aprovado, o recurso poderá representar um marco na modernização da arbitragem no futebol brasileiro, colocando o país no mesmo patamar tecnológico das principais ligas do mundo.
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Publicado em: 2025-06-26 20:21:00 | Autor: Sabrine Barreto |



