Trabalhadores do Hospital Veredas em Maceió seguem em greve desde o dia 28 de janeiro, quando voltaram ao movimento grevista contra os atrasos salariais, que chegam até seis meses. Desde então, os trabalhadores têm realizados protestos diários em frente ao hospital exigindo o cumprimento de seus direitos.
Segundo os trabalhadores, os atrasos dos pagamentos são dos meses de abril, maio, outubro, novembro e dezembro, além de outros direitos trabalhistas, como o 13° salário e férias. O ato foi composto por trabalhadores de diferentes áreas, entre elas enfermagem, higienização, nutrição, assistência social, farmácia, setor administrativo, laboratório, banco de sangue e recepção.
Trabalhadores do Hospital Veredas cumprem promessa de voltar a greve
Mesmo diante do abandono dos sindicatos e das ameaças de multas e repressão policial, decretadas pelo juiz reacionário Carlos Arthur de Macedo Figuereido, os trabalhadores iniciaram uma nova greve, desafiando o velho Estado e fazendo assim cumprir a promessa dos trabalhadores de voltar à luta caso suas exigências não fossem cumpridas. Por um período ininterrupto de 4 meses, os trabalhadores do Hospital Veredas mantiveram a greve, em um movimento marcado por grande resistência.
“Esse momento é delicado, mas nós voltaremos!”, afirmou uma trabalhadora para o AND no dia 07/01, quando seu direito de greve foi cassado pelos tribunais reacionários sem resistência do sindicato.
Ato inaugural da nova greve enfrentou a repressão policial
Durante a paralisação do dia 28/01, os trabalhadores seguravam cartazes com os seguintes dizeres: Respeite os profissionais da saúde e Pague meu dinheiro! Trabalhadores do Veredas
No decorrer do ato, a direção do hospital acionou a Polícia Militar (PM) na tentativa de dispersar os manifestantes, porém não tiveram êxito frente à união das massas. Diante disso, os policiais recuaram enquanto os trabalhadores falavam: “O hospital não nos paga e ainda chamam a polícia! A greve vai continuar!”. Uma trabalhadora relatou a situação para o AND: “A direção acionou a polícia por causa do ato, quando os membros da direção começaram a gritar com os trabalhadores, o pessoal gritou de volta, aí chamaram a polícia. Foi revoltante!”.
Encerrada a manifestação, os trabalhadores seguiram até a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para exigir respostas sobre seus direitos que são negados pelo velho Estado. Na dia 19/01, já havia ocorrido outra paralisação.
Manifesto do Partido Comunista
Escrito por K. Marx e F. Engels em dezembro de 1847 a janeiro de 1848 e publicado pela primeira vez em Londres, em fevereiro de 1848. Neste célebre livro, os…
Publicado em: 2026-02-11 13:53:00 | Autor: Giovanna Maria |

