O documentário “Anti-heróis do Udigrudi Baiano”, dirigido por Henrique Dantas, venceu o prêmio de melhor longa-metragem da Competitiva Baiana no XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema. Os vencedores foram anunciados na quarta-feira (01/04/2026), durante cerimônia no Cine Glauber Rocha, marcando o encerramento do evento, realizado entre 25 de março e 1º de abril de 2026, em Salvador e Cachoeira.
O júri destacou a abordagem sobre o cinema marginal baiano e sua influência no cenário nacional, além da condução narrativa do documentário. A obra analisa movimentos cinematográficos produzidos na Bahia e suas contribuições históricas.
Na mesma categoria, o curta-metragem “Bregueragem”, de Daniel Arcades, foi premiado como melhor produção curta, reconhecido pela construção de personagens e abordagem temática.
Premiação inclui valores em dinheiro e reconhecimento técnico
Além do troféu oficial, os vencedores da Competitiva Baiana receberam premiações financeiras concedidas pelo Instituto Flávia Abubakir, sendo R$ 50 mil para o longa vencedor e R$ 10 mil para o curta.
Os premiados também receberam serviços oferecidos por empresas parceiras do festival, ampliando o apoio à produção audiovisual independente.
O troféu entregue aos vencedores foi criado por Luís Parras, com inspiração na lente Igluscope, desenvolvida pelo cineasta Roberto Pires.
Competitiva Nacional destaca produções sobre cultura e sociedade
Na Competitiva Nacional, o prêmio de melhor longa-metragem foi para “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba”, dirigido por Felipe M. Bragança e Marina Meliande.
Segundo o júri, o filme apresenta uma narrativa estruturada a partir do carnaval, utilizando elementos simbólicos para abordar questões sociais e culturais no Brasil.
O prêmio de melhor curta nacional foi concedido a “Irmã”, de Anderson Bardot, ampliando o reconhecimento a produções independentes.
Premiações internacionais e reconhecimento do Canal Brasil
Na Competitiva Internacional, o longa vencedor foi “Aisha não pode voar”, dirigido por Morad Mostafa, enquanto o curta premiado foi “Porque hoje é sábado”, de Alice Eça Guimarães.
O Canal Brasil concedeu o Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil ao curta “Replikka”, dirigido por Piratá Waurá e Heloisa Passos.
As premiações reforçam a diversidade de produções exibidas e a participação de cineastas de diferentes países.
Festival anuncia reprise dos filmes premiados com ingressos reduzidos
A organização anunciou a reprise dos filmes vencedores entre sexta-feira (03/04/2026) e domingo (05/04/2026), no Cine Glauber Rocha, com sessões às 19h20.
A programação inclui exibições de “Aisha não pode voar” e “Porque hoje é sábado” na sexta-feira; “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba” e “Irmã” no sábado; e “Anti-heróis do Udigrudi Baiano” e “Bregueragem” no domingo.
Evento contou com apoio institucional e financiamento público
O festival contou com patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e do Banco do Brasil, além de apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura.
Também participaram como apoiadores institucionais a Fundação Cultural do Estado da Bahia, a Diretoria de Audiovisual (Dimas) e o Centro Cultural Banco do Brasil.
A estrutura de financiamento e apoio reforça a realização do evento e a promoção do audiovisual no estado.
Fonte: jornalgrandebahia.com.br
Publicado em: 2026-04-03 16:00:00 | Autor: Redação do Jornal Grande Bahia |



