O ator, cantor, poeta e produtor cultural, Jackson Costa, escolheu Itabuna, cidade onde nasceu e iniciou a trajetória artística, para apresentar o espetáculo de poesia e música, Giramundo. A celebração deve reunir um público especial no Teatro Candinha Dória, dia 7 de abril, às 19h30. No palco, além de Jackson Costa, no pandeiro e na potência da voz, estarão Tom Costa, no violão, cantando e poetizando e Sidney Argolo, na percussão.
Com produção de Yolanda Nogueira, Giramundo é um espetáculo montado através da palavra falada e cantada e de ritmos de matriz africana. “Damos voz ao mundo e desafiamos o estabelecido com o nosso grito de liberdade. É uma criação que resgata nossa autoestima como baianos e também como nordestinos e brasileiros”, enfatiza Jackson Costa. “São poemas e músicas, que serviram de alerta em tempos sombrios e que, infelizmente, cabem como uma luva para o momento que o mundo atravessa”, completa.
Conforme descreve, com maestria, o artista de múltiplas faces, Marco Ballena, Giramundo é uma arte que celebra Jackson Costa como um encontro vivo de linguagens e afetos. “Mistura música, teatro, poesia, cinema e a força imagética do cordel nordestino em uma composição que traduz memória, presença cênica e identidade cultural. O vermelho intenso traz pulsação, paixão e dramaticidade, enquanto as luzes inspiradas na Broadway acrescentam brilho, espetáculo e celebração. Já os elementos visuais do cordel evocam raiz, tradição e pertencimento, criando um diálogo bonito entre o popular e o grandioso, entre o sertão simbólico e o palco iluminado. O resultado é uma peça que não apenas anuncia um evento, mas expressa a grandeza artística de um artista que transita entre culturas, linguagens e emoções, unindo o nordestino, o poético e o cênico em uma mesma cena visual”.

Todos em cena cantam o mesmo assunto na mesma lira, em plecto diferente. “Mostramos a beleza e a angústia dos tempos modernos, para a nossa reflexão sobre os perigos que os giros do mundo nos colocam e nos fazem voltar ao mesmo lugar, quando não aprendemos com as circunstâncias”, explica Jackson Costa. “Viver é um ato de coragem, perigo e reinvenção contínua. Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas, imortaliza a frase ‘Viver é muito perigoso’, sublinhando que a vida é uma travessia que exige coragem, rasgando-se e remendando-se, em busca de sentido no meio do incerto”.
Publicado em: 2026-03-26 18:38:00 | Autor: Vera Rabelo |



