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STF sinaliza freio a supersalários e forma maioria para limitar penduricalhos a 35% do teto

STF sinaliza freio a supersalários e forma maioria para limitar penduricalhos a 35% do teto

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STF sinaliza freio a supersalários e forma maioria para limitar penduricalhos a 35% do teto

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Em julgamento retomado nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para limitar a concessão de penduricalhos a 35% do teto… 25.03.2026, Sputnik Brasil

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Os penduricalhos são verbas indenizatórias que elevam os vencimentos mensais, principalmente de juízes e desembargadores, cuja média atual para um magistrado em fim de carreira é de R$ 95 mil. Atualmente, o teto salarial do funcionalismo público é de R$ 46.366,19 e, com a decisão do Supremo, os adicionais ficarão limitados a R$ 16.228,16.A decisão do STF também prevê a retomada do Adicional de Tempo de Serviço (ATS), um benefício que aumenta em 5% o vencimento mensal a cada 5 anos de trabalho, conhecido como quinquênio, limitados também a 35% do teto. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes apresentaram o voto em conjunto pela limitação dos penduricalhos.Na justificativa, os ministros pontuam que o tema deveria ser alvo de um projeto de lei no Congresso Nacional. Porém, diante da falta de iniciativa dos parlamentares por conta da proximidade das eleições, foi necessário apresentar uma solução provisória pela Corte.”A numerologia estampada nos jornais, mostra diversos pagamentos do Judiciário, Ministério Público e Advocacia Pública que são extravagantes, em nome de compensação”, afirmou o ministro Gilmar Mendes durante a leitura do voto conjunto. A expectativa é que a decisão gere uma economia anual de R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos.Em fevereiro, o ministro Flávio Dino havia determinado prazo de 60 dias para a suspensão dos penduricalhos pagos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário federal, além da suspensão de novas leis que aumentem as verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo. Dias depois, o ministro Gilmar Mendes condicionou os pagamentos à existência de lei aprovada pelo Congresso Nacional.Supersalários do Judiciário ultrapassam R$ 2 milhõesEm levantamentos recentes, alguns servidores – especialmente magistrados e promotores aposentados – chegaram a receber mais de R$ 2 milhões em um único ano devido ao acúmulo de férias não gozadas, licenças-prêmio convertidas em dinheiro e pensões, além de diversos auxílios.Uma pesquisa feita pelo Movimento Pessoas à Frente e Repúblicas.org viu que 53 mil pessoas – 1,34% do total de 4 milhões servidores ativos e aposentados analisados pelo levantamento – ganham acima do teto legal de R$ 46 mil, chegando a custar anualmente cofre públicos cerca de R$ 20 bilhões.

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gilmar mendes, flávio dino, cristiano zanin, ministério público, judiciário, supremo tribunal federal (stf), congresso nacional

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Em julgamento retomado nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para limitar a concessão de penduricalhos a 35% do teto constitucional definido para servidores do Judiciário e do Ministério Público.

Os penduricalhos são verbas indenizatórias que elevam os vencimentos mensais, principalmente de juízes e desembargadores, cuja média atual para um magistrado em fim de carreira é de R$ 95 mil. Atualmente, o teto salarial do funcionalismo público é de R$ 46.366,19 e, com a decisão do Supremo, os adicionais ficarão limitados a R$ 16.228,16.

A decisão do STF também prevê a retomada do Adicional de Tempo de Serviço (ATS), um benefício que aumenta em 5% o vencimento mensal a cada 5 anos de trabalho, conhecido como quinquênio, limitados também a 35% do teto. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes apresentaram o voto em conjunto pela limitação dos penduricalhos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante sessão plenária, em fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2026

Supersalários: o que é e quais são os ‘penduricalhos’ que pesam no bolso do brasileiro?
Na justificativa, os ministros pontuam que o tema deveria ser alvo de um projeto de lei no Congresso Nacional. Porém, diante da falta de iniciativa dos parlamentares por conta da proximidade das eleições, foi necessário apresentar uma solução provisória pela Corte.

“A numerologia estampada nos jornais, mostra diversos pagamentos do Judiciário, Ministério Público e Advocacia Pública que são extravagantes, em nome de compensação”, afirmou o ministro Gilmar Mendes durante a leitura do voto conjunto. A expectativa é que a decisão gere uma economia anual de R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos.

Em fevereiro, o ministro Flávio Dino havia determinado prazo de 60 dias para a suspensão dos penduricalhos pagos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário federal, além da suspensão de novas leis que aumentem as verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo. Dias depois, o ministro Gilmar Mendes condicionou os pagamentos à existência de lei aprovada pelo Congresso Nacional.

Supersalários do Judiciário ultrapassam R$ 2 milhões

Em levantamentos recentes, alguns servidores – especialmente magistrados e promotores aposentados – chegaram a receber mais de R$ 2 milhões em um único ano devido ao acúmulo de férias não gozadas, licenças-prêmio convertidas em dinheiro e pensões, além de diversos auxílios.

Uma pesquisa feita pelo Movimento Pessoas à Frente e Repúblicas.org viu que 53 mil pessoas – 1,34% do total de 4 milhões servidores ativos e aposentados analisados pelo levantamento – ganham acima do teto legal de R$ 46 mil, chegando a custar anualmente cofre públicos cerca de R$ 20 bilhões.

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Fonte: noticiabrasil.net.br

Publicado em: 2026-03-25 18:33:00 | Autor: |

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