Com apoio de 63 clubes, Reinaldo Carneiro Bastos será aclamado pela 3ª vez consecutiva no pleito
O atual presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, protocolou nesta 3ª feira (10.mar.2026) o registro de sua candidatura para a eleição da organização. Ele será candidato único no pleito marcado para 25 de março. Carneiro Bastos deve ser aclamado para comandar a federação no quadriênio de 2027 a 2030. Mauro Silva, ex-jogador de futebol, e Fernando Sollero integram a chapa como vices. Com informações do ge.
A chapa do atual presidente recebeu apoio quase unânime dos clubes paulistas. Sessenta e três dos 64 clubes que compõem as 4 primeiras divisões do Campeonato Paulista subscreveram o documento. Apenas o Desportivo Brasil não assinou por questões burocráticas.
O estatuto da federação estabelece que uma chapa precisa reunir a subscrição de no mínimo 12 clubes para ser registrada. Desse total, 5 devem ser da série A1, 3 da A2, 2 da A3, um da 2ª Divisão e um da liga amadora.
O apoio massivo dos clubes inviabilizou o surgimento de uma candidatura de oposição. O advogado Wilson Marqueti, que atuou como procurador do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, tentou viabilizar uma chapa alternativa, mas não obteve êxito.
Carneiro Bastos assumiu a presidência da Federação Paulista de Futebol em 2015. Na ocasião, ele ocupava o cargo de vice-presidente e foi promovido quando Marco Polo Del Nero deixou o posto para assumir a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Esta será a 3ª vez que o dirigente será eleito por aclamação. Em 2018 e 2022, ele também concorreu sem oposição.
Investigação contra Reinaldo Carneiro Bastos
A candidatura foi registrada enquanto o dirigente é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por suspeitas de gestão fraudulenta, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O inquérito, que tramita no 23º Distrito Policial de Perdizes, na capital paulista, apura a venda de uma empresa de serviços de limpeza por R$ 15,5 milhões, dos quais R$ 11,5 milhões foram pagos em espécie.
Segundo os promotores, o pagamento em dinheiro configura circunstância atípica e incompatível com práticas comerciais ordinárias. O caso envolve possíveis infrações à Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e à ordem tributária. A própria federação é apontada como vítima das supostas irregularidades.
A defesa de Carneiro Bastos afirmou que as alegações fazem parte de estratégia política e que o dirigente jamais respondeu a processo criminal.
Publicado em: 2026-03-11 00:21:00 | Autor: Poder360 · |



