Instituições financeiras anteciparão contribuições ao fundo garantidor após pagamentos ligados à liquidação do Banco Master
Os bancos que integram o sistema financeiro farão um aporte extra de R$ 32,5 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até 25 de março de 2026.
A decisão foi aprovada pelo conselho de administração do fundo para reforçar o caixa da entidade depois de pagamentos relacionados à liquidação do Banco Master.
Segundo o FGC, os recursos virão da antecipação de contribuições ordinárias das instituições financeiras. O recolhimento equivale a aproximadamente 60 meses de contribuições ao fundo.
A medida busca fortalecer a capacidade financeira do FGC para cumprir as obrigações previstas em lei e no estatuto da entidade. O fundo funciona como um mecanismo de proteção a depositantes e investidores do sistema financeiro em casos de liquidação de bancos.
O reforço ocorre depois de o fundo realizar pagamentos relacionados ao Banco Master. Aproximadamente R$ 38,4 bilhões já foram desembolsados em garantias a credores do conglomerado financeiro. O valor corresponde a cerca de 94% do total estimado para indenizações.
Segundo o FGC, aproximadamente 675 mil credores já receberam os valores, o equivalente a 87% do total de beneficiários previstos.
O conselho do fundo aprovou a antecipação de contribuições dias depois de o BC (Banco Central) autorizar as instituições financeiras a descontar os valores aportados ao FGC do recolhimento compulsório.
A medida pode liberar aproximadamente R$ 30 bilhões em liquidez para os bancos ao longo de 2026.
O plano aprovado pelo fundo prevê a antecipação de contribuições futuras das instituições associadas para recompor o patrimônio do FGC depois das despesas relacionadas à liquidação do Banco Master. O conjunto das medidas pode representar até 7 anos de contribuições antecipadas ao fundo.
Publicado em: 2026-03-08 16:30:00 | Autor: Poder360 · |



