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Brasil

ELN humilha o Plano ‘Paz Total’ e expõe a fragilidade do velho Estado colombiano nas cidades e no campo

ELN humilha o Plano ‘Paz Total’ e expõe a fragilidade do velho Estado colombiano nas cidades e no campo

A farsa da “paz total” montada pela gerência oportunista de Gustavo Petro sofreu novos e contundentes golpes nas últimas semanas. Enquanto o governo tenta mascarar sua submissão ao imperialismo ianque, sob a batuta de “combate ao narcotráfico”, o Exército de Libertação Nacional (ELN) demonstrou que sua força não se limita às selvas, mas penetra as entranhas das metrópoles e desafia a tecnologia de guerra do seu inimigo.

O fato mais recente e impactante é o reconhecimento, por parte do próprio governo e de vereadores da reação em Bogotá, da existência de uma Frente Nacional de Guerra Urbana (FEGUN). Esta estrutura, longe de ser um mito, opera em pelo menos 12 cidades principais, incluindo a capital, através de redes clandestinas e compartimentadas que as forças de repressão admitem ser incapazes de monitorar com eficácia, visto que seu comando estratégico se posiciona de forma inalcançável na fronteira.

A versatilidade guerrilheira foi reafirmada no final de fevereiro, quando ataques audaciosos com drones carregados de explosivos atingiram bases militares estratégicas. Na base de San Lucas, em Montecristo (Bolívar), o ELN coordenou um ataque que deixou 14 militares feridos e forçou a decolagem de emergência de um helicóptero das forças de repressão, cujo para-brisa foi estilhaçado pela onda de choque. Dias antes, a base de San Jorge, em Saravena (Arauca), também foi alvo dessa tecnologia de baixo custo e alto impacto, provando que mesmo possuindo superioridade militar, o velho Estado não tem resposta para a engenhosidade da guerrilha.

O ELN, em comunicado intitulado “Uma Resposta Necessária”, foi enfático ao denunciar que o governo Petro usa qualquer tentativa de diálogo apenas como vantagem militar, ordenando atentados em Catatumbo menos de 24 horas após receber emissários para conversas de paz. Essa duplicidade do governo oportunista, que se reuniu com Donald Trump antes de intensificar operações, é vista pela guerrilha como uma traição aos princípios da boa-fé.

A guerrilha avança em resposta aos ataques da reação

Recentemente, o monopólio de imprensa colombiano noticiou que o ELN “executou” dois desertores em Santander e Bogotá. Joaquín Vergara Mojica, que havia desertado da luta em 1994 para se tornar um colaborador do serviço de inteligência, foi alcançado pela guerrilha mesmo décadas depois. Esses eventos geraram um terremoto no Ministério Público colombiano, levantando suspeitas de que o grupo possui aliados infiltrados no governo capazes de monitorar cada passo das forças de repressão e seus colaboradores.

A eficiência da inteligência guerrilheira é tamanha que o próprio ex-procurador-geral, Francisco Barbosa, e o general reformado Eduardo Zapateiro tornaram-se alvos de planos de “alto impacto”. Relatórios do Corpo Técnico de Investigação (CTI) sugerem que o ELN coordenou reuniões para treinar franco-atiradores e realizar movimentações de armas, criando uma cortina de fumaça que deixou os órgãos de repressão em estado de alerta máximo. A paranoia entre os funcionários do governo é evidente, com investigadores do CTI e promotores sob investigação mútua, acusados de vazar dados sigilosos para a guerrilha, expondo a crise de decomposição do velho Estado colombiano.

Para tentar conter o avanço da guerrilha, as forças de repressão mobilizaram a Operação “Espelho” nos departamentos de Nariño e Putumayo. Com mais de 20 mil homens e o apoio explícito do imperialismo ianque e da Administração de Repressão às Drogas (DEA, departamento federal ianque para intervir nos países semicoloniais), essa ofensiva é vendida como combate ao narcotráfico. Contudo, a guerrilha denuncia que essa é apenas mais uma peça do tabuleiro transnacional para garantir o controle ianque sobre a fronteira com o Equador.

Em Catatumbo e Arauca, a resposta do ELN à Operação “Espelho” tem sido a destruição controlada de estradas e a instalação de dispositivos explosivos para impedir a mobilidade das tropas da 18ª Brigada. A Oitava Divisão do Exército admite que a guerrilha “insiste em semear o terror nas principais vias”, o que na verdade é a interrupção logística das linhas de suprimento do velho Estado. 

Pôster – Muerte al Imperialismo

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Fonte: anovademocracia.com.br

Publicado em: 2026-03-07 12:00:00 | Autor: Redação de AND |

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