No dia 27 de fevereiro, foram presos e afastados os policiais militares responsáveis pela guarda do Núcleo Prisional da corporação na zona norte da capital amazonense. A motivação da prisão se deu quando se descobriu a ausência de pelo menos 23 PMs que deveriam estar presos na Unidade.
Para evitar piorar a imagem da corporação, já devidamente desgastada aos olhos das massas, não foi divulgado para imprensa maiores informações sobre o caso.
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Em resposta, a população e familiares construíram barricadas em chamas com pneus, madeira e um colchão para bloquear a Avenida Brasil.
Sabe-se apenas que em uma vistoria foi identificado a ausência dos PMs que, mesmo condenados, estavam em liberdade, contando com a cumplicidade de seus colegas de farda. Após a exposição do caso, todos os 23 militares teriam retornado para o Núcleo Prisional da corporação.
Não se tem informações de quem foram e quantos foram os militares presos após o escândalo, mas o AND seguirá trazendo novas atualizações. Nas redes sociais, internautas comentam sobre o caso rechaçando a impunidade e o corporativismo da instituição, afirmando: “Me conte uma novidade. Isso acontece faz tempo.” Outros perfis comentaram: “Sempre foi assim, vocês acreditam mesmo que policiais ficam presos?” e ainda “é aberto ali, pessoas entram e saem a hora que querem”.
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Com esse caso, somam-se 10 PMs e uma Investigadora da PC presos na mesma semana em três casos diferentes envolvendo narcotráfico.
O caso flagrante de impunidade contrasta imensamente com a realidade vivida pela imensa massa carcerária brasileira, assim como a perseguição sofrida pelos ativistas e defensores do povo. Enquanto isso, os reacionários de plantão acusam movimentos populares legítimos como a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de “organização criminosa”, para perseguir, criminalizar seus dirigentes e assassinar as massas camponesas. O estudante anti-imperialista Mateus Galdino também foi preso em uma manifestação em defesa da Nação venezuelana injustamente, enquanto policiais balearam outras três pessoas no mesmo protesto. A advogada do povo Lenir Corrêa foi presa sob falsas acusações e em clara perseguição política. Ela segue presa e com seu direito à tratamento de saúde, mais especificamente diabetes, sendo negado. Sobre os bandidos fardados dentro de suas próprias instituições reacionárias, estes são acoitados e raramente investigados, julgados ou presos.
Pôster ‘Resistance is not terrorism’
Artista: @versophilia Impressão em Papel Couche 250g Dimensões: 42cm x 29,7cm (Padrão A3) 29,7cm x 21cm (Padrão A4) 21cm x 14,8cm (Padrão A5)
Publicado em: 2026-03-03 15:06:00 | Autor: Giovanna Maria |

