Seja qual for o resultado que sair das urnas em outubro, as eleições estaduais terão um alto índice de renovação neste ano. Dos 27 governadores, 18 não podem tentar a reeleição. Isso acontece porque a lei brasileira não permite três mandatos consecutivos. Com oito anos no cargo, esses políticos terão que buscar novos rumos e tentar eleger um sucessor. Até o momento, quatro já manifestaram o desejo de entrar na corrida presidencial, e ao menos seis devem brigar por vagas do Senado, que neste ano vai trocar 54 das 81 cadeiras.
No momento, ninguém é candidato oficialmente. Pelo calendário eleitoral, as candidaturas devem ser definidas pelos partidos durante as convenções, entre julho e agosto. Depois disso, devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. E a partir daí a campanha começa.
O governador que quiser ser candidato a presidente, a senador ou a deputado precisa renunciar ao mandato em abril, seis meses antes da eleição. É a chamada desincompatibilização. O objetivo é evitar que eles usem recursos públicos para obter algum tipo de vantagem eleitoral diante dos concorrentes.
Quando o governador sai, o vice assume e pode ser candidato. Neste ano, o Rio de Janeiro é um caso peculiar. O governador Cláudio Castro não pode mais se reeleger e já deu sinais de que pretende tentar o Senado. Mas ele está sem vice porque Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Se Castro sair mesmo em abril, o RJ terá uma eleição indireta com votos de deputados estaduais para eleger um governador-tampão até o fim do ano. E quem vencer essa disputa poderá ser candidato em outubro.
No momento, quais são os cenários possíveis para os governadores:
- 9 poderão tentar a reeleição;
- 4 pré-candidatos à Presidência;
- ao menos 6 pré-candidatos ao Senado;
- 5 com futuro indefinido;
- 3 têm dito que não devem ser candidatos e por isso devem seguir no mandato até o fim.
O governador é a figura política de cargo mais elevado nas unidades federativas. O governador decide os investimentos, implanta políticas públicas e zela pela qualidade do serviço público, sendo o responsável por sugerir leis locais, executar o orçamento, administrar secretarias, realizar obras e serviços nos estados. Em alguns temas, como segurança pública, a responsabilidade dos estados é maior em relação ao governo federal e às prefeituras.
Quem são os governadores que podem ser reeleitos em 2026
- Amapá: Clécio Luís (Solidariedade);
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT);
- Ceará: Elmano de Freitas (PT);
- Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP);
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD);
- Piauí: Rafael Fonteles (PT);
- Santa Catarina: Jorginho Mello (PL);
- São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos);
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD).
Quais governadores podem disputar outros cargos
Quatro manifestaram a intenção de tentar a candidatura presidencial, sendo três do PSD de Gilberto Kassab. O partido prevê tomar uma decisão até abril.
- Eduardo Leite (PSD-RS);
- Ratinho Júnior (PSD-PR);
- Ronaldo Caiado (PSD-GO);
- Romeu Zema (Novo-MG).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dito que tentará a reeleição, embora as pesquisas eleitorais mostrem que sua candidatura presidencial é competitiva. Tarcísio afirmou que vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Outros 6 governadores já deram demonstrações de que estão mirando uma vaga no Senado. São eles:
- Antonio Denarium (PP-RR);
- Cláudio Castro (PL-RJ);
- Ibaneis Rocha (MDB-DF);
- Helder Barbalho (MDB-PA);
- João Azevedo (PSB-PB);
- Fátima Bezerra (PT-RN).
Fotos: Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
Publicado em: 2026-02-08 17:45:00 | Autor: |



