O Hamas anunciou no domingo (11/01) que instruiu formalmente suas agências civis a iniciarem a transferência da governança da Faixa de Gaza para um comitê tecnocrático palestino independente, conforme previsto na segunda fase do acordo de cessar-fogo mediado pelo Estados Unidos (EUA). A decisão, classificada pelo porta-voz Hazem Qassem como “clara e final”, foi apresentada como parte dos compromissos assumidos para sustentar a trégua. O acordo vigora desde outubro, após mais de dois anos de campanha de cerco e aniquilamento dirigido pela entidade sionista e o imperialismo ianque, que foi derrotada pelo plano político e militar da resistência nacional.
Segundo os termos divulgados, o comitê tecnocrático deverá assumir a administração de serviços civis essenciais em Gaza, operando de forma transitória até que se estabeleça um novo arranjo político para o enclave. Esse organismo atuaria sob a supervisão de um chamado “Conselho de Paz”, idealizado por Washington, que pressiona por uma futura administração que seja vinculada à capituladora Autoridade Palestina.
Grande destaque é que em nenhum momento a declaração do Hamas menciona o desarmamento de suas forças militares – exigência central de “Israel” e dos mediadores imperialistas. A omissão não é casual. Ao aceitar a dissolução de sua estrutura civil de governo, a faz entregando para o conjuntos de partidos e organizações políticas palestinas a composição de uma frente de unidade nacional. Ao mesmo tempo, preserva integralmente sua capacidade militar, logo, a capacidade de manter-se sólido e com condições de continuar a dirigir a luta libertação nacional. A Resistência Palestina sinaliza assim que não aceita a rendição estratégica nem a imposição de uma “paz de cemitérios”, escorada no desarmamento da resistência.
No plano político, a decisão também se insere em um esforço do Hamas para impulsionar a unidade nacional. Após o início de negociações no Cairo, capital do Egito, para discutir o futuro da administração da Faixa de Gaza, o Fatah, principal facção da Autoridade Palestina, decidiu boicotar as conversas por discordar do formato das negociações e da proposta de liderança da autoridade governamental. Alegou: “qualquer comitê administrativo deve derivar sua legitimidade exclusivamente da Autoridade Palestina”.
Segundo representantes, o Hamas apresentou uma lista de 40 nomes indicados para integrar um comitê técnico responsável pela administração de Gaza. A proposta teria sido então encaminhada às autoridades egípcias mediadoras.
Resistência palestina segue apesar das duras condições
Apesar da destruição incontável da estrutura civil e militar na Faixa de Gaza, do genocídio, estimado pelos números oficiais (subestimados) em 71 mil assassinados e 171 mil feridos palestinos, o Hamas conseguiu manter-se com sua capacidade militar, preservar cadeias de comando e impedir que o nazi-sionismo alcançasse seu objetivo central de eliminar a resistência armada palestina. A estabilização relativa observada nos últimos meses, mesmo sob bloqueio e ataques criminosos, também não deixa de representar um fracasso estratégico para “Israel” e o Grande-Satã EUA em impor uma derrota decisiva.
Enquanto isso, nas últimas semanas forças de ocupação sionistas continuaram a violar o cessar-fogo em Gaza com ataques aéreos, artilharia, drones, fogo de tanques e outras operações militares em várias partes da Faixa de Gaza. Essas ações resultaram em mortes de civis palestinos, incluindo pelo menos três pessoas em ataques recentes e outros incidentes fatais. De acordo com autoridades palestinas, mais de 100 crianças foram mortas desde o início da trégua. Organizações de saúde palestinas também indicam que centenas de palestinos foram mortos e mais de mil feridos por fogo israelense desde o cessar-fogo, com relatos de ataques em áreas densamente povoadas e zonas consideradas “seguros” sob o acordo, e que o total de violações registradas acumula centenas de incidentes documentados por autoridades de Gaza.
Essas violações expõem o fato que a trégua não representa o fim da agressão, mas apenas um intervalo entre campanhas militares de uma guerra ainda em curso. Ao avançar para a segunda fase do cessar-fogo sem aceitar o desarmamento, o Hamas deixa claro que a invencível Resistência Nacional Palestina segue viva e organizada, enquanto o sionismo e o imperialismo ianque fracassam em impor seus termos estratégicos.
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Publicado em: 2026-01-13 17:48:00 | Autor: Redação de AND |

