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Aglomerado primordial desafia modelos ao exibir gás superaquecido pouco após o Big Bang (IMAGEM)
Aglomerado primordial desafia modelos ao exibir gás superaquecido pouco após o Big Bang (IMAGEM)
Sputnik Brasil
Um aglomerado de galáxias extremamente quente e massivo, detectado apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang, surpreendeu astrônomos ao exibir temperaturas… 06.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-06T12:18-0300
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Uma anomalia detectada como uma “sombra” sobre o brilho remanescente do Big Bang revelou um gigantesco aglomerado de galáxias no Universo primordial, desafiando previsões sobre a evolução cósmica. O objeto SPT2349-56 surgiu apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang e apresenta um gás interno muito mais quente do que modelos teóricos permitem.O aquecimento gravitacional esperado para um aglomerado desse porte deveria levar bilhões de anos, mas SPT2349-56 já exibia temperaturas extremas. “Não esperávamos encontrar uma atmosfera tão quente em um aglomerado tão cedo na história cósmica”, afirma o astrofísico Dazhi Zhou. Após verificações, a equipe confirmou que o gás é ao menos cinco vezes mais quente que o previsto.O gás mais antigo e quente já registrado em aglomerados de galáxias pode mudar nossos modelos cosmológicosDescoberto em 2010 pelo Telescópio do Polo Sul, o aglomerado já se mostrava incomum. Em 2018, observações revelaram mais de 30 galáxias formando estrelas mil vezes mais rápido que a Via Láctea e colidindo entre si, um cenário explosivo ocorrido há 12,4 bilhões de anos, crucial para entender a formação das primeiras estruturas massivas do cosmos.Para investigar sua natureza, Zhou e uma equipe internacional recorreram ao ALMA, analisando a radiação cósmica de fundo em busca do sinal Sunyaev‑Zeldovich — uma distorção causada pela interação entre elétrons quentes do aglomerado e fótons da radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, na sigla em inglês). Como a radiação é homogênea, essas distorções funcionam como “sombras” detectáveis.A gravidade intensa entre as galáxias comprime e acelera o gás intraclusteral — dentro do aglomerado de galáxias, elevando sua energia. Mas SPT2349‑56 se mostrou um caso extremo: além de vasto e altamente ativo, já continha grande quantidade de gás molecular, cuja análise poderia revelar a dinâmica interna desse ambiente turbulento.As medições do ALMA revelaram um sinal Sunyaev‑Zeldovich excepcionalmente forte, indicando elétrons acima de 10 milhões de Kelvin — muito além do que a gravidade poderia produzir tão cedo. A equipe suspeita que jatos de pelo menos três buracos negros supermassivos estejam injetando energia adicional no meio intraclusteral.Essa descoberta sugere que os modelos atuais de evolução de aglomerados são incompletos e que processos energéticos intensos já atuavam no Universo jovem.
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astronomia, astrofísica, descoberta, pesquisa, estudo, nature, big bang, universo, ciência e tecnologia, via láctea, atacama large millimeter array (alma)
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Um aglomerado de galáxias extremamente quente e massivo, detectado apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang, surpreendeu astrônomos ao exibir temperaturas muito acima do previsto, sugerindo que buracos negros supermassivos já injetavam energia intensa no jovem Universo.
O gás mais antigo e quente já registrado em aglomerados de galáxias pode mudar nossos modelos cosmológicos
3 de dezembro 2025, 09:51
Essa descoberta sugere que os modelos atuais de evolução de aglomerados são incompletos e que processos energéticos intensos já atuavam no Universo jovem.
Publicado em: 2026-01-06 12:18:00 | Autor: |

