Movimentos noturnos dos cães e fragmentação do sono explicam possíveis impactos à saúde
A qualidade do sono é um fator central para a saúde física e mental. Por isso, pesquisadores têm analisado como a presença de cães na cama pode interferir nos ciclos de descanso humano.
Os resultados apontam aumento de despertares noturnos, mas indicam que o impacto varia conforme o comportamento do animal e a rotina do tutor.
Estudos que monitoram o sono com dispositivos mostram que donos de cães têm maior tendência a despertares breves durante a noite quando o animal divide a cama.
Esses episódios ocorrem principalmente devido a movimentos repetitivos do cão, coceiras, mudanças de posição e até ajustes na respiração durante o sono.
Mesmo quando o tutor não acorda completamente, a fragmentação compromete a fase profunda do sono, essencial para a recuperação física.
Nem todos sentem os mesmos prejuízos. Pessoas com sono mais profundo ou acostumadas à presença do animal podem apresentar menor impacto nos indicadores gerais de descanso.
Além disso, cães de pequeno porte ou com comportamento mais tranquilo tendem a afetar menos o sono do tutor em comparação com animais maiores ou mais ativos.
A quantidade de cães também importa: quanto mais animais dividindo a cama, maior a chance de interrupções frequentes.
Para algumas pessoas, a sensação de acolhimento gerada pelo contato com o cachorro melhora o relaxamento pré-sono, reduzindo a ansiedade.
Esse efeito emocional pode acelerar o início do sono, mesmo que a qualidade ao longo da noite não seja ideal.
Especialistas recomendam avaliar sinais de cansaço crônico, irritabilidade ou dificuldade de concentração para decidir se o hábito deve ser mantido.
Fonte: www.correio24horas.com.br
Publicado em: 2023-04-11 15:09:00 | Autor: Agência Correio |

