Trabalhadores do Hospital Veredas retomaram as barricadas em um dos trechos da Avenida Fernandes Lima, no sentido do bairro do Tabuleiro do Martins, na manhã desta terça-feira (09). O ato, que já completa 26 dias, exige o pagamento de salários e aplicação do complemento do piso nacional de enfermagem. O hospital deve 4 meses de salário, as férias de maio e abril, 2 retroativos de 2024 (outubro e novembro), metade do 13° de 2024, outra metade do 13° de 2025, e o complemento da enfermagem.
Antes de fecharem a avenida, os trabalhadores planejavam ocupar a recepção, demandando respostas sobre seus salários atrasados. Quando os trabalhadores haviam se decidido por ocupar a recepção, o sindicato disse aos profissionais que não seria mais necessário, uma vez que haviam marcado uma reunião com a direção do hospital para o mesmo dia, desmobilizando a massa e desescalando a situação momentaneamente. No entanto, a ocupação segue sendo tática considerada pelos trabalhadores, segundo entrevista feita com o AND.
Segundo uma trabalhadora, em depoimento a AND, a falta de transparência da direção do hospital é recorrente : “Eles não nos informam absolutamente nada! Já tem um bom tempo que eles não nos passam notícias sobre nossa situação e exigimos respostas!”, denunciou.
Outra trabalhadora também fez coro com o relato : “A falta de transparência é grande, porque o sindicato já pediu para ter uma reunião com a direção para chegar a um acordo e eles não nos informaram nada. Todos nós estamos desesperados, porque não nos passam nenhuma informação. Já vai vim um recesso aí, e a direção não dá satisfação. É por isso que estamos na greve hoje”.
Mais uma trabalhadora relatou ao correspondente local de AND em Maceió que a situação vem se tornando cada dia mais insustentável, tanto fora quanto dentro do hospital, e que as emendas parlamentares direcionadas para o hospital nunca foram empenhadas, apesar de os trabalhadores afirmarem que estão sendo recebidas pelas Administração do Hospital.
“A situação está insustentável aqui nesse hospital. Aqui está faltando muitas coisas, luvas, insumos etc. Em casa, a situação não é das melhores, também. A direção disse para a gente que a emenda parlamentar ia cair, mas até agora nada”, afirmou uma trabalhadora da Saúde que não quis se identificar.
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Por volta das 10:08, a direção chamou o sindicato para uma reunião, que foi coincidentemente marcada logo no início da manhã, quando os trabalhadores já estavam preparados para ocupar a recepção. Após o término da reunião, que durou por volta de 1h, o sindicato afirmou para os trabalhadores que o dinheiro já estava na conta do hospital e que estava apenas esperando a liberação do departamento jurídico. Ainda durante as falas do sindicato, o mesmo afirmou que 63 trabalhadores que recebem pelo banco da Caixa Econômica teriam que abrir uma conta no banco Santander, para “facilitar” a transferência, e sobre o repasse da emenda disseram não terem informações
Os informes após a reunião geraram grande revolta nos trabalhadores, que afirmaram que a troca de banco não passava de mentiras. “Tudo isso é mentira da direção! Eles querem nos enganar com essa falácia! Se é assim, então vamos continuar na greve!”, disse uma funcionária revoltada em relato ao AND. Outros funcionários gritavam ao redor do ato: “Vamos na casa desse juiz então!”.
A greve no Hospital Veredas mantém-se inabalável. Os manifestantes garantem que só encerrarão a greve quando cada um deles tiver seu pagamento integral quitado.
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Publicado em: 2025-12-12 17:15:00 | Autor: Redação de AND |

