Mais de 10 mil manifestantes tomaram as ruas de São Paulo no dia 11 de junho em um massivo ato da campanha pelo Despejo Zero. Movimentos de favelas, movimentos sociais e coletivos contra a violência policial se concentraram na Praça da República e foram até o Tribunal de Justiça de São Paulo. A manifestação também passou em frente à Prefeitura e exigiu que o prefeito Ricardo Nunes atendesse a população e os movimentos, pedido este negado pelo prefeito.
Com cartazes e faixas exigindo o direito à moradia e denunciando as chacinas policiais, a manifestação foi uma resposta contundente contra os atuais processos de reintegração de posse desencadeados pelo governo do Estado, que colocou 126 mil famílias em risco de despejo no estado de São Paulo, segundo o levantamento realizado pela campanha do Despejo Zero.
Várias organizações estiveram presentes no protesto, como a Luta Popular pela Moradia (LPM) e a Liga Anti-Imperialista Internacional (LAI).

Em contraste ao número de famílias com risco de perderem suas casas, o estado de São Paulo tem 590 mil imóveis vagos, sendo a maior concentração do país de imóveis desocupados, segundo dados do IBGE.
Mesmo assim, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes continuam jogando famílias nas ruas com reintegrações de posse cada vez mais violentas. Em Guarulhos, durante a reintegração na comunidade Terra Prometida II, um policial atirou contra um morador a sangue frio e à queima-roupa.
O povo, porém, responde na mesma medida, os protestos contra as reintegrações de posse têm elevado cada vez mais sua combatividade e é chegada a hora de garantir o sagrado direito à moradia com a mobilização popular, como o grandioso exemplo da Favela do Moinho, que vem inspirando diversas comunidades à resistência.


Publicado em: 2025-06-18 11:11:00 | Autor: Editor Executivo |

